Eis que surge o poeta...

Eis que surge o poeta...
O haicai se inspira nas coisas belas do mundo

sábado, 26 de março de 2011

Ser poeta!


Como a palmeira dança ao som do vento

Espalhando folhas secas ao chão

Faz mais belo ainda o encantamento

Transformando miragem em visão



O tempo parece caminhar lento

A noite cai, chega o silencio então.

Sonhador, o poeta nesse momento

Sonha e viaja na imaginação



Como um riacho transbordante, imerso.

Encontra na sabedoria sua calma

Da ilusão traz cenas que ninguém vê



Seu desejo ele transforma em versos

Sua inspiração busca na alma

trazendo beleza aquele que lê

Num dia... e depois!


E surgiram os primeiros raios de sol

Cena perfeita atrás do mar a colina

Os quais contemplaram desde o seu arrebol

Os olhos pequenos de uma linda menina



Na areia da praia, no interior do paiol.

Marcas, resquícios da noite que termina.

Belos momentos mergulhados em formol

Conservando à memoria, lembranças divinas.



Feito magia o céu veio tocar a terra

Naquela noite de amor regada a carinhos

Primeira vez... Juntos inocência e desejo



Dissipando do coração uma intensa guerra

De trazer duas vidas pra um só caminho

Onde o sim..., no altar, foi selado com um beijo

O hoje!


Jaz sem teto...
nos olhos traz a fome...
o sorriso se perdeu na infância...
não falo de um bicho...
falo do homem!

Amigo preste atenção!


Transforme em final feliz a sua trama

Caminhando juntos na mesma estrada

O amor hoje bate a porta e te chama

Já esta na hora de baixar a espada



Há só uma maneira de conquistar sua dama

É fazendo ela se sentir amada

Ao abrir os olhos, café na cama

Felicidade na face estampada



Viajem louca que a mente anestesia

Paixão esta, que movimenta o engenho

Transformando essa mulher em seu carma



Regras principais desde a primazia

Fazer do carinho um belo desenho

E o cavalheirismo é a melhor arma

Onde estarei amanhã?


certo é ver alem do olhar
amando alem do amor
onde você vai estar?
responda se capaz for!

Resquicios



Tirados rascunhos antigos da gaveta
Que o tempo trancou com cadeados e correntes
Lembranças descritas de uma bela ninfeta
Que cruzou meu céu feito estrela cadente

Paixão intensa, tal qual me levou à sarjeta
Corria nas veias como um veneno de serpente
Que nem as areias do tempo da ampulheta
Foram capazes de exterminar a semente

Difícil hoje, é sobre o amor não ter domínio
Pois o destino me impôs um desafio
Me fez sofrer amiúde de forma tão rígida

No pensamento emaranhado de raciocínios,
De momentos que à pele ainda trás arrepios
Pois minha memória jamais se tornou frigida

Ao longo dos dias


o lápis escreve a historia,

mas quem dita esta

é um senhor chamado destino